segunda-feira, 14 de setembro de 2015
Olá vida. Cheguei e pretendo ficar.
Aos 14 anos, minha mente adoecida transformou um talento que poderia ter sido leve e doce em um grande problema. É claro que meu mundo externo contribuiu para que eu não conseguisse enxergar o meu redor, e pior, a mim mesma. Fui definhando-me numa tristeza grande que mal cabia em mim. Como não havia quem me ensinasse a olhar com mais carinho para o meu interior, fui transformando meus pesares em dores físicas reais. E buscando a cura das dores, fui orientada a abandonar minha paixão. Dores e mais dores. Mas o que venho falar é que neste processo (que me fez desabar ainda mais e depois me reerguer) conheci muitas pessoas. Eu era só uma criança que já não suportava a vida. E aquela mocinha loira, bonita, recém casada e apaixonada, feliz, incomodava-me todas as segundas-feiras. A felicidade dela era incômoda e estranha porque era incompreensível. Ela amava as segundas-feiras, e de certa forma me ensinou a amá-las, tantos anos depois. Não me lembro do nome da moça das segundas-feiras. Mas desejo que esteja tão feliz quanto quando a conheci. Bem vinda segunda. Olá vida. Cheguei e pretendo ficar.
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